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28/09/2017

Consumidores preferem lavar louças ou comprar em loja física?

Um estudo mundial realizado pela Capgemini Consulting apontou que quatro em cada dez pessoas veem a compra no varejo físico como uma obrigação e que 1/3 dos consumidores prefere lavar louças do que ter que comprar em lojas físicas. A forte concorrência do comércio eletrônico e a frustração dos clientes com a experiência de compra tradicional são os principais fatores que contribuem para o cenário.

Durante a pesquisa, 71% dos consumidores consideraram difícil a comparação de produtos nas lojas físicas, 66% ficam irritados com filas nos caixas, 65% se queixaram de promoções não relevantes e 65% alegaram insatisfação por dificuldades em encontrar os produtos que precisam.

Os consumidores também estão explorando novos modelos de varejo que reduzem sua dependência de varejistas tradicionais. Mais da metade está aberta a comprar diretamente de fabricantes no futuro (57%) ou a comprar de players de tecnologia como Google, Apple e Facebook (59%), caso venham a se associar a varejistas locais para a entrega final.

Justamente por essas questões, o relatório apresentou que os clientes estão cada vez mais interessados em maior flexibilidade e facilidade nas compras e por isso têm buscado a solução no varejo online. Isso não quer dizer que as lojas físicas deixarão de existir, mas chama a atenção para que os varejistas estejam atentos às mudanças do mercado e consigam inovar seus negócios a fim de proporcionar uma experiência satisfatória ao público consumidor.

Digitalização de menos
A pesquisa foi realizada com mais de 6,5 mil pessoas em nove países. Além de consumidores, também foram ouvidos executivos do mercado varejista e mais da metade (54%) reconheceu lentidão em digitalizar as lojas físicas.
De acordo com o estudo, os varejistas reconhecem a importância da digitalização dos pontos de vendas (78%), porém se veem limitados pelos investimentos em tecnologia existentes e pela capacidade da equipe das lojas. Ao todo, 40% dos executivos do varejo afirmaram estar implementando tecnologias como Wi-Fi na loja, enquanto um número similar afirmou que seus executivos não estão promovendo iniciativas digitais nos pontos de vendas.

Mais significativamente, 43% disseram ser incapazes de medir o retorno sobre o investimento de iniciativas digitais nas lojas, apesar da alta utilização. Apenas 18% dos varejistas afirmaram ter implementado iniciativas digitais em escala e gerado benefícios significativos por meio delas.

O líder global de produtos de Consumo e Varejo da Capgemini Consulting, Mike Petevinos, explica que o mercado físico tem perdido espaço para as lojas online por não oferecer velocidade no atendimento ou recursos práticos e inovadores que os clientes geralmente encontram com o e-commerce. Por isso, a reestruturação do modelo tradicional deve ser a maior preocupação dos lojistas nesse momento.

Não fique para trás. Se atualize!
As transformações que o varejo vêm sofrendo nos últimos anos forçam os empresários a buscarem recursos para melhorar o negócio e reaproximar o cliente desse modelo de consumo. Porque por mais que as vendas online crescem exponencialmente em todo o mundo, os consumidores ainda percebem o papel fundamental da loja física em suas vidas. O relatório da consultoria Capgemini mostrou também que 70% dos consumidores ainda querem tocar e sentir produtos antes de comprar.

Os consumidores esperam que o PDV ofereça mais recursos online, espaços de socialização e experiências de aprendizado e inspiração, como oficinas de culinária ou workshops do tipo “Faça você mesmo”, por exemplo. Para sanar a necessidade do público-alvo por melhorias na experiência de compra, o varejista precisa se atualizar e buscar conhecimento aplicável na loja.

Uma ferramenta bastante eficaz nesse sentido é o Flix do Varejo, que traz uma série de conteúdos, inovações e dicas para o varejista. Segundo o líder do setor de Bens de Consumo e Varejo da Capgemini, Kees Jacobs, as lojas físicas do futuro deverão ser muito diferentes se quiserem dar aos consumidores uma razão para deixarem o computador e pia de louça suja em casa para visitarem as lojas.

“O varejo terá de decidir como será a nova geração de lojas. A batalha para criar uma melhor experiência entre os varejistas tradicionais, com uma longa e bem-sucedida história de atuação em lojas físicas, e novos participantes digitais, estruturados em meio à internet e às tecnologias móveis, será finamente equilibrada”, concluiu.

Crédito foto: PippalouMorguefile.com

1 Comentário

  1. Cecília Silva disse:

    Muito bom!

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